Efeito Borboleta

Quando duas pessoas te mandam o mesmo texto para ler, com o argumento “você vai gostar”, é porque, sem dúvida, te identificaram lá no meio. E quando você mesma se identifica, é porque a coisa é descarada…

Que texto que é esse? Sobre os boys lixo.
Na verdade, não acho que seja difícil alguém se ver na situação de ficar encanada com um ser desses… Acontece e serve de experiência. Agora, quando você pára pra pensar e chega a conclusão que TODOS, vou salientar de novo, TODOS, os caras que mexeram com você são dessa espécie, a coisa é preocupante. Pois é, eu cheguei a esta conclusão e ainda mais: o problema sou eu.
Sempre fui dos joguinhos e, modéstia a parte, com 18 anos eu era muito boa… Mas agora, com 26, eu cansei um pouco disso aí… Só que, mesmo cansada de montar a estratégia racionalmente, o “adversário” continua o mesmo: um “boy lixo”, que não se importa e que transforma a conquista num desafio. Talvez seja aí que mora o frio na barriga. Esse desafio não pode ser previsto e a corda bamba rebuliça minhas borboletas no estômago. Meu outro ponto fraco, eu admito… Sou viciada nessa sensação… E eu já reparei que os boys fofos e que fariam tudo por mim não me criam essas bichinhas, elas ficam lá, na forma de casulos… Fica aquela coisa sem expectativas, sabe?

Esses dias, dei uma segunda chance a um boy casulo e me decepcionei mais ainda, pois conclui que EU não tenho jeito. Não adianta… Não sou feliz assim… Preciso daquele gole de Gleide, de um boy borboleta bem arisco pra me sentir motivada… E aí, conformada com meu estado, só me resta uma pergunta: até quando vou conseguir caçar borboletas?

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