Pequenos parques com grande potencial

É inerente ao desenvolvimento urbano preencher os vazios da cidade. Porém, a cidade precisa de espaço para respirar e esses vazios deveriam ser preenchidos de outra forma.

Esse conceito foi utilizado pelo Team Atelier Why, em um concurso de requalificação da orla fluvial de Detroit. E como nós concordamos com isso!

“The Forest”, proposta do Atelier Why para Detroit.


Nossa cidade já mostra indícios de aplicação desta teoria. O primeiro deles foi a implantação de alguns parklets, aqui chamados de Zonas Verdes, pequenas áreas de lazer, onde, entre outras coisas, podemos respirar no meio do caos urbano. Muito utilizado nos Estados Unidos, os parklets são uma forma de criar um espaço para pedestres, se apropriando de uma vaga de automóvel. Uma tentativa de humanização da calçada, com baixo custo de instalação e manutenção, pois são pequenos, temporários e não afetam as pré-existências

Em agosto do ano passado, uma delas foi instalada no nosso percurso rotineiro. Foi uma experiência interessante e até tínhamos a esperança dela permanecer por um bom tempo… Como não estamos no País das Maravilhas, três dias depois, tudo foi desmontado. Maaas, há luz no fim do túnel… A primeira Zona Verde permanente foi inaugurada em Abril deste ano, na Rua Padre João Manoel e foi muito bem recebida pela população.

Zona Verde por 3 dias na nossa rotina.

Zona Verde por 3 dias na nossa rotina.

Primeiro parklet permanente paulistano

Primeiro parklet permanente paulistano


E os parklets são apenas o início. Pocket Parks, aí vamos nós!

Tudo começou em Nova Iorque, precursora e o melhor exemplo de como os pocket parks transformam a cidade, ecológica e socialmente. Como a área de influência do pequeno parque é o entorno próximo, a população cria uma identidade com o local, transformando-se em seus “guardiões”. Inclusive, é comum criar esses pocket parks com ajuda da própria comunidade onde ele será inserido, para integrar a vivência do bairro no projeto e aumentar o “fazer parte” desta mudança. Além disso, muitas empresas instaladas nas proximidades podem ter interesse em patrociná-los, o que facilita sua instalação e construção e impede do espaço ser negligenciado ao longo do tempo.



Em Londres, o prefeito Boris Johnson viu os pockets parks como solução para tornar a cidade mais saudável, de forma rápida, fácil (devido ao seu tamanho) e ainda assim muito atrativa. Então, aprovou um plano para criar 100 espaços do tamanho de uma quadra de tennis na cidade.

Agora a vez é de São Paulo! O primeiro Pocket Park paulistano, batizado de Pracinha Oscar Freire, foi inaugurado agora, dia 21 de maio, e ocupa uma antiga rampa de estacionamento. A “pracinha” possui wi-fi, bancos, mesinhas e lugar para abrigar food trucks, outra nova onda na nossa cidade. Além disso, um grande painel permite que as pessoas “brinquem” e intervenham no espaço, completando a frase: “Before I die, I want to…”

“see São Paulo much greener and happier” – esse é o desejo de Ra!

Pracinha Oscar Freire

Pracinha Oscar Freire

Dia da inauguração, hora do almoço, com a companhia de um food truck, o pocket park ficou cheio.


E, no final das contas, o que podemos perceber é que o tamanho do espaço é que menos importa. O importante é a qualidade desses pequenos oásis na cidade e como a cidade vem mudando com essas novas iniciativas.

PS: Tanto a idéia dos parklets e do pocket park em nossa cidade veio do Instituto Mobilidade Verde e nós só temos a agradecer, não é?

Em busca do desconhecido…

Pouco tempo atrás, um dos integrantes do RA! participou de uma promoção que perguntava: “O que se traz na bagagem ao investir numa viagem cultural?”. Parece um pouco óbvia a resposta e poderia se resumir em uma palavra: Conhecimento. Mas será que é só isso?

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Em Julho do ano passado comecei a fazer planos de uma viagem de final de ano, viagem essa que mudou de roteiro umas quinhentas vezes, mas que no final teve seus destinos escolhidos após muitas pesquisas: Portugal, Espanha e Itália.

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No começo tudo parecia um sonho e cada vez que a data ia chegando mais perto tudo se tornava cada vez mais real. A ansiedade sempre ali presente e a vontade de se aventurar e descobrir o novo cada vez mais aflorada.

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No dia 17 de dezembro finalmente parti. Parti em busca do desconhecido para mim e a partir do momento que pisei no solo “diferente” cada passo era um encantamento, um mistério que acabaria por ser desvendado.

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Andei muito, por lugares abertos e fechados, ruas largas e estreitas. Vi o mar, montanhas, picos e planícies, e finalmente me dei conta da diversidade de pessoas que vi e que conheci. Dei-me conta de que duas palavras resumiriam bem a viagem: Diversidade e Diferença! Como posso acreditar que existem pessoas que não sabem conviver com a diferença sendo ela tão incrível?

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Conhecer culturas, pessoas e lugares diferentes deveria ser obrigatório para qualquer individuo! Saber analisar, respeitar e principalmente admirar o comportamento e o modo de vida em outros países é simplesmente INCRÍVEL.

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Mais incrível ainda é você voltar para sua realidade e ver a quantidade de “bagagem” que trouxe na volta. Não a bagagem material, é claro, mas a bagagem espiritual, aquela que nenhum dinheiro compra e que com certeza irá levar para o resto da sua vida!

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Valeu à pena? Valeu! Cada centavo, minuto e espera.