O Mundo em outra Perspectiva

Está acontecendo em SP uma exposição da Artista Plástica Japonesa Yayoi Kusama. Suas obras são misturas de colagens, esculturas, pinturas, performances e instalações, nas quais o mais incrível é sua obsessão por pontos e bolas! Muitas de suas criações um tanto quanto “diferentes” são justificadas pela artista ser Esquizofrênica, que a fazia ter uma percepção e uma visão diferente da realidade em que vivia.

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“Minha arte é uma expressão da minha vida, sobretudo da minha doença mental, originário das alucinações que eu posso ver. Traduzo as alucinações e imagens obsessivas que me atormenta em esculturas e pinturas. Todos os meus trabalhos em pastel são os produtos da neurose obsessiva e, portanto, intrinsecamente ligado à minha doença. Eu crio peças, mesmo quando eu não vejo alucinações, no entanto. Com o tempo, passou a preencher pisos, paredes, telas, objetos e até pessoas com seus pontos.”

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Na exposição podemos ver claramente a repetição de pontos e bolas em ambientes diversificados.

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Quando suas pinturas começaram a ser reconhecidas, Yayoi começou seu trabalho com obras tridimensionais. No início ela cobria superfícies de objetos domésticos (móveis, roupas e acessórios) com falos feitos em tecido.

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Seu trabalho obsessivo também é verificado na representação de ambientes infinitos executados através de espelhos que percorrem todo o ambiente e que por sua vez fazem com que os pontos sejam multiplicados e sua intensidade ressaltada.

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Seus painéis com cores vibrantes e formas repetitivas deslumbram os visitantes da exposição.

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Uma maneira um tanto quanto diferente de ver o mundo não acham!? Vale a pena conferir!

A exposição ficará até o dia 27 de Julho no Instituto Tomie Ohtake! Com a nova estação Faria Lima ficou facinho de chegar! Não tem desculpas! 😉

SPFW: o que não está nas passarelas!

Esta semana aconteceu em São Paulo um evento muito esperado por alguns Fashionistas do Brasil: o SPFW (São Paulo Fashion Week). Receber um convite para o tal evento é um sonho de muitos estudantes de moda, porém a disputa por lugares na plateia dos desfiles é extremamente grande e muita gente acaba ficando de fora.

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Para quem não sabe Paulo Borges é o idealizador do evento, através da Luminosidade (escritório responsável). Juntos com uma série de empresas responsáveis pela montagem da estrutura, cenografia, comunicação visual e ambientação do local (atualmente no Parque Candido Portinari).

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O RA! Deu um pulinho por lá no primeiro dia (31/03) e conferiu de pertinho o desfile da Cavalera, que mais uma vez deu um show de estilo e cenografia nas passarelas.

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A grande questão que levantamos com nossa presença no local é: Será que o evento representa mesmo a Moda Brasileira? Ou será que as marcas que estão ali presentes querem apenas melhor visibilidade comercial?

Para nós, existe um abismo enorme entre o evento em si e as salas de desfiles nele existentes.

Ao entrar nos deparamos com ambientes enormes e inexplorados, com muitos especialistas da área visitando os diversos Lounges (produzidos e estilizados pelos próprios patrocinadores do SPFW). Muita conversa e troca de ideias, porém tudo muito restrito. O que deveria ser um universo de informações para profissionais, acaba virando uma grande sala de “fazer social”.

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O que falta então para o sucesso da apresentação? Conteúdo. Apesar de sermos leigos ao falarmos de moda, é nítido a falta de informação para o público visitante. Já que Moda é o assunto principal, por que não explorar o espaço fora das salas de desfile com painéis explicativos, demonstrações de estilistas em ascensão ou até mesmo pequenas exposições abordando o tema? São estilistas desconhecidos, pessoas que se interessam pelo assunto e admiradores do tema que realmente são responsáveis pela moda que vemos na rua, não apenas grandes marcas (que muitas vezes por altos preços são inacessíveis a vários grupos da sociedade).

Já dentro das salas, o recado na maioria das vezes é dado. Como no exemplo da Cavalera, além da exposição dos produtos, a marca ainda contou com uma pequena manifestação trazida pelos modelos que mostrava através de Cruzes com palavras e expressões discutidas no atualmente no país. Por que não levar coisas deste tipo para o evento como um todo?

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O Ra! adorou a experiência de visita ao local! E acredita que críticas são sempre construtivas! Aproveitem o próximo evento para tirarem suas próprias conclusões e responderem a pergunta que iniciamos o post! 😉